Chás Andorinha | Como preparar um bom chá.
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Como preparar um bom chá.

Já lhe aconteceu um dia preparar um chá que lhe soube mesmo muito bem, e noutro dia preparar esse mesmo chá e ele não lhe saber tão bem? Quando preparamos um chá, há algumas variáveis que devemos controlar para obtermos um resultado a nosso gosto.

1. O chá.

O chá deve ser de boa qualidade e estar bem armazenado, num lugar fresco, seco e resguardado de outros cheiros mais intensos. Escolha o seu chá conforme a sua disposição nesse momento, tendo em conta que alguns chás são melhores para o despertar e outros para antes de dormir. Por exemplo, não queremos que um chá preto mais forte lhe provoque insónias à noite! Mas esse mesmo chá preto pode vir a calhar, por exemplo, antes de ir fazer um pouco de desporto. Por outro lado, depois das refeições, há chás verdes belíssimos que podem ajudar à digestão. Se estiver com pressa, não há mal em preparar um chá de saqueta. Aliás, até há bons chás em saquetas! Mas se tiver um pouco mais de tempo, é bem melhor escolher um chá de folha solta e prepará-lo como merece. E verá como os sabores que se extraem de boas folhas soltas são muito mais nobres e complexos que os pós contidos numa saqueta, por melhor que saibam. Não há comparação possível!

2. Os utensílios.

Saiba de antemão aquilo que precisa e o tempo de que dispõe para preparar o chá. Se fizer chá só para si, provavelmente apenas precisa de uma chaleira, água, chá e uma caneca. Se gostar de juntar leite e açúcar, mais estas duas coisas. Mas se convidar mais pessoas, é sempre simpático ter um serviço de chá bonito, com bule e xícaras numa mesa bem posta com biscoitos, pão e manteiga, scones e compotas, um bolo… Aí, deverá aquecer mais água e juntar mais umas colheres de chá à infusão. Se não gostar das folhas solta no bule, há redes, coadores e tenazes que podem ajudar a conseguir um chá com menos partículas suspensas. Também é essencial ter os vários utensílios bem arrumados, fervê-los antes de os usar e, ao lavá-los, evitar o uso de detergentes que deixem sabores indesejados.

3. A água.

Convém que a água a utilizar seja o mais pura possível. É verdade que a água da torneira é boa em muitas zonas de Portugal, mas consideramos preferível que se use uma boa água mineral natural engarrafada. Desta forma, os tratamentos químicos a que a água sempre está sujeita notam-se menos no sabor. Um bom chá só se pode preparar com uma boa água.

Não se esqueça que antes de preparar o chá no bule é importante escaldá-lo com água a ferver. Depois pode deitar fora essa água para de seguida colocar as folhas de chá e a nova água quente.

4. As quantidades.

Outro aspecto fundamental da preparação do chá é o controlo das quantidades de chá e de água que se usam. Já vimos que é bom saber à partida quanto chá queremos fazer. Mas é igualmente importante saber a proporção de folhas que pomos por medida de água. Colocar folhas a menos pode tornar o chá pouco saboroso, mas folhas a mais é um desperdício desnecessário, pois obriga-nos a voltar à loja mais rápido do que pensávamos. Normalmente, uma a duas colheres de chá por litro ou uma colher de chá por pessoa é suficiente para se fazer um chá saboroso. Mas depende sempre da qualidade do chá em questão. E na maior parte dos casos, as folhas de chá usam-se uma vez e no fim deitam-se fora. No entanto, há chás mais fortes, como os de montanha, cujas folhas aguentam várias infusões e continuam a dar fantásticos aromas ao fim de duas, três ou mais aguadas!

5. A temperatura.

Se reparar, em geral os chás pretos são preparados com temperaturas mais elevadas e os chás verdes com temperaturas mais baixas. A razão é simples: as folhas mais verdes e mais pequenas costumam ser mais delicadas que as folhas de chá mais oxidado (mais “preto”) ou maiores (como as do nosso Oolong). Da mesma forma, podemos dizer que normalmente os chás de montanha aguentam temperaturas mais altas que os chás de planície, pois na sua vida de arbusto também foi assim: com noites muito frias e dias muito quentes, ganharam uma maior resistência às diferenças de temperatura. Resumindo, para extrair os melhores aromas e sabores das folhas de chá, não devemos colocar-lhe água tão quente que “cozinhe” as folhas, nem tão fria que não lhes chegue a retirar todo o seu potencial. O importante é encontrar e controlar a temperatura certa para que cada chá lhe saiba o melhor possível. Só mais uma coisa: há quem ferva a água e a deixe arrefecer, e há quem prefira desligar a chaleira antes de a água ferver. Ambas as situações estão bem, é uma questão de gosto. Nós gostamos que a água não ferva para que não perca muito oxigénio. Por essa mesma razão, se deixar a água ferver, não a ferva mais vezes para evitar que a água fique “choca”.

6. O tempo.

O controlo do tempo de infusão é importante. Ao juntar a água quente às folhas de chá, quanto tempo se deve esperar até servir? Uma vez mais, depende. Depende se a água que lhe juntou está muito quente, e aí extrai os sabores com mais rapidez; ou depende se pôs pouco chá em muita água, e então será preciso esperar mais tempo; depende ainda se o recipiente que escolheu é um bule pequeno ou uma caneca, e aí os sabores propagam-se mais rápido que num bule maior; e sobretudo, depende do seu gosto. Depois de servido, há quem goste de tirar as folhas do bule e há quem prefira deixá-las. Ambas as situações estão correctas, mais tenha em conta quando tornar a servir-se daquele bule, o chá virá cada vez mais forte. Uma vez feito, o chá está bom para se beber durante algumas horas. Mas evite deixar um chá feito dum dia para o outro, pois facilmente se estraga.

Resumindo, qual é a forma ideal para preparar cada chá? A resposta é insistente mas simples: a forma ideal é aquela que lhe souber melhor. Regra geral, se puser muito chá em pouca água, numa alta temperatura, durante muito tempo… o chá vai ficar muito forte e pode tornar-se demasiado amargoso e desagradável; mas se puser pouco chá em muita água, a baixa temperatura, durante pouco tempo… terá um chá muito fraquinho, practicamente como a água. Por isso, propomos que faça as suas experiências controlando todas estas variáveis e encontre o seu ponto de equilíbrio para cada tipo de chá. É mais fácil do que parece, e pode ser também muito divertido.

Se quiser conhecer as nossas sugestões, por favor clique nos nossos chás ou encontre com facilidade algumas ideias na parte de baixo das nossas latas para o preparar como nós gostamos. Diga-nos o que achou e esperamos que disfrute do chá tanto como nós!