Chás Andorinha | A Cultura do Chá
A cultura do chá, parece-nos importante distinguir desde já infusão, chá e tisana. Enquanto que os chás se fazem apenas com a planta Camellia sinensis, as tisanas são feitas a partir de outras plantas.
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A CULTURA DO CHÁ

Para falarmos sobre a cultura do chá, parece-nos importante distinguir desde já infusão, chá e tisana. Enquanto que os chás se fazem apenas com a planta Camellia sinensis, as tisanas são feitas a partir de outras plantas. Podemos contudo encontrar chás aromatizados que combinam a Camellia sinensis com outras plantas. Practicamente todas estas bebidas são consideradas infusões, pois por acção da água temperada são potenciados os atributos de cada planta. Porém, o chá é pó é a excepção que confirma esta regra, pois trata-se de uma solução e não uma de uma mera infusão. Quando por exemplo beber um Matcha Chás Andorinha, é a própria folha do chá verde que está naquele momento a ingerir, por inteiro, só que dissolvida.

Mas, desde quando é que o chá começou a fazer parte da nossa vida? Reza a lenda que em 2737 a.C. o Imperador Chinês Shen Nong terá descoberto o chá ao viajar pelos territórios da província Chinesa de Yunnan. Ao parar à sombra dum chazeiro para beber água morna (hábito ainda hoje em voga no Oriente), umas folhas terão caído acidentalmente dentro da sua taça, alterando a cor e o sabor da bebida. O imperador gostou tanto do resultado que passou a beber o chá com regularidade e, mais tarde, veio a descobrir também vários dos seus fins medicinais. Os registos históricos mais antigos confirmam estas datas.

Ao longo dos anos o chá ganhou tantos admiradores e tal estatuto cultural que se foi difundindo pelas regiões vizinhas, desde a Índia ao Japão. Mas só em 760-762 d.C. é que foi elaborado o primeiro compêndio sobre o chá, escrito pelo sábio Chinês Lu Yu (733-804) e conhecido por “O Clássico do Chá”. Antes da chegada dos Portugueses ao Oriente a cultura do chá continuou a desenvolver-se, indo do chá prensado ao chá em pó e ao chá em folhas soltas, do chá verde ao chá preto e aos variadíssimos graus intermédios de oxidação, das porcelanas a outros inúmeros utensílios para o seu consumo, e inspirou também poetas, pintores e todo o tipo de artistas a produzirem algumas das mais belas obras do nosso património comum da Humanidade.

Com a chegada dos Portugueses ao Oriente, o chá foi sendo comercializado e introduzido nas várias cortes europeias, que rapidamente se renderam aos encantos da majestosa bebida. O caso mais notório desta expansão cultural foi quando Dona Catarina de Bragança fez transportar estas preciosas plantas aromáticas para Inglaterra em 1662, aquando do seu casamento com Dom Carlos II da dinastia Stuart. Graças a esta princesa de Portugal e rainha de Inglaterra, o chá conquistou o seu lugar de requinte na sociedade Inglesa até aos dias de hoje.

colher

Uma das versões contadas para a origem do nome “tea” é precisamente que os primeiros carregamentos de chá teriam vindo identificados como “Transporte de Ervas Aromáticas”, dando o acrónimo TEA. Outra versão é que os carregamentos vinham identificados com o “T” de transporte, que em Inglês se lê “tea”. E ainda outra versão aponta no sentido de que “tea” virá do facto de um dialecto da região Chinesa de Fujian chamar “te” ao chá. Já os Portugueses, dizem “chá” por influência do Cantonês do Sul da China, “cha”.

Os nossos antepassados Portugueses difundiram a cultura do chá pelo mundo e experimentaram plantar a Camellia sinensis em vários locais, incluindo em Portugal. O hábito de tomar chá propagou-se ao ponto de hoje ser a segunda bebida mais consumida do mundo, logo a seguir à água. Por razões diversas, o acesso aos melhores chás do mundo foi-se tornando cada vez mais difícil em Portugal. A missão dos Chás Andorinha é, pois, contribuir para a recuperação da cultura do chá no nosso país, disponibilizando aos nossos clientes uma selecção de produtos da mais alta qualidade.